magret de pato em 10 minutos

Isso mesmo, você não leu errado! 10 minutos! Você vai precisar apenas de um magret, uma faca afiada, sal e pimenta. Comece cortando a parte da gordura em linhas diagonais e depois em linhas diagonais cruzando as de antes, formando uma espécie de xadrez. Não deixe esses cortes chegarem à carne. Tempere com sal e pimenta moída na hora, deixe tomar gosto por uns minutinhos e depois grelhar com uma gotinha de azeite. Comece dourando o lado da gordura (que vai derreter bem, por isso não precisar colocar óleo na panela). Vire o magret e sele o lado da carne.

Lembre-se de não tostar demais: o magret é pra ser comido de médio a mal passado mesmo.

Enquanto o magret grelha, você pode preprarar um molho de damasco picante pra acompanhá-lo. Você só vai precisar de duas colheres de sopa cheias de geléia de damasco, uma colher de chá de sriracha (olha ela aqui de novo!) e um pouco de água pra ajudar a dissolver a geléia.

O magret pode acompanhar um risoto simples, como o de parmesão.

Viu como foi rápido? Agora não tem desculpa de não saber fazer um prato diferente pra impressionar o namorado ou a namorada ;)

ovo pochê sem erro

Fazer ovo é uma ciência, já disse isso aqui antes. Ovo pochê nem se fala: ninguém consegue acertar de primeira. Mas seguindo essas dicas, acho bem provável que, quem nunca fez, acerte. A dica aqui é: seja gentil, carinhoso com seu ovo. Assim, as chances de você fazer um ovo pochê perfeito são quase 100%.

Pra isso, você vai precisar de um ramequim pequeno com meia xicara de vinagre branco, 1 ovo e uma panela larga com água fervente. Coloque o vinagre no ramequim e gentilmente deposite o ovo sem quebrar a gema. Deixe ele lá por 5 minutos. Antes de colocar tudo isso na água fervente, baixe o fogo e dê uma mexida vigorosa no centro da panela, até formar uns círculos e no meio deles você deposita sua mistura de ovo com vinagre. Novamente com muita finesse e gentileza, vá colocando um pouco de água em cima do ovo, para formar aquela capinha branca em cima da gema. Em 2 minutos, seu ovo pochê está pronto. Se você não gosta de ovo com gema mole, o ovo pochê não foi feito pra você. Mas nada impede de você deixar mais um minuto e ter uma gema um pouco mais gelatinosa.

Outra dica é parar o cozimento assim que tirar da panela: com a escumadeira que você usou para retirar o ovo da panela, deite-o sobre um bowl de água gelada por alguns segundos e retire. Coloque num prato com uma toalhinha de papel para secar o excesso de água, adicione sal, pimenta do reino e está pronto pra comer.

espaguete à arrabiata

Essa é daquelas receitas-minuto que eu adoro, pra um almoço ou jantar de última hora, como foi o caso aqui. Basta ter os ingredientes certos na despensa.

O molho arrabiata é bem picante, então se você não é muito fã de pimenta, corra!

1 lata de tomate pelado
1 colher de sopa de sriracha
meia cebola média picada
2 dentes de alho picados
azeite
manjericão
sal a gosto

Basta dourar no azeite a cebola, o alho, acrescentar o tomate picado juntamente com o suco, a sriracha, umas folhinhas de manjericão e deixar cozinhar enquanto a água do macarrão ferve. Corrija o sal e finalize no prato com mais folhinhas de manjericão.

Prático, rápido e fácil. Por isso eu sempre tenho uma latinha de tomate pelado na despensa, pra ocasiões como essa em que você tá correndo.

OBS: A sriracha, pra quem não conhece, é um molho tailandês bem picante à base de pimenta chili, vinagre e alho. É super versátil e dá pra usar num sem número de receitas. O bacana é que você praticamente não precisa usar muitos temperos (aqui só usei alho e cebola pra dar gosto) porque esse molho já é muito saboroso.

pão com ovo elegante

Pão com ovo é uma delícia. Meu lado proletário fala alto quando penso num pão francês quentinho com ovo mexido ou mesmo com um ovo frito com gema mole… Poucas coisas me dão tanto desejo repentino como pão com ovo. E dá pra fazer bonito usando os mesmos ingredientes e sem gastar quase nada de tempo.

Você vai precisar de:

1 ovo
1 colher de sopa de água
1 pitada de sal
1 colher de chá de manteiga
2 fatias generosas de queijo (usei brie, mas pode ser qualquer queijo que derreta facilmente no calor)
2 fatias de pão de forma (usei pão caseiro, mas pode usar o que você quiser)

Primeiro misture o ovo com a água e o sal, deixando bem uniforme. Unte uma frigideira anti-aderente com a manteiga e aqueça. Adicione a misturinha de ovo e espalhe bem, como se fosse um crepe. Quando tiver quase pronto (poucos segundos depois, é ultra rápido), coloque as fatias de queijo e desligue o fogo. Dobre as bordas da circunferência (oi?) do ovo de forma a fechar o queijo, formando um retângulo.

Toste o pão com um pouco de manteiga, coloque o quadradinho de ovo e queijo e voilà! Um sanduiche de ovo digno de sua magnificência =)

brownies

Quem não gosta de brownie com certeza tem algum problema sério: é ruim da cabeça, pelo menos. O Brownie é um doce tipicamente americano feito de chocolate. Sua textura é densa, rica e está entre um bolo e um biscoito: a casca é crocante, firme por fora e macio e úmido por dentro. Pode ter castanhas, amêndoas, nozes ou pedaços de chocolate no seu interior.

A origem do brownie é controversa: alguns afirmam que um chef desconhecido adicionou por engano chocolate derretido numa travessa de biscoitos. Outros, que um cozinheiro estava fazendo um bolo e não tinha farinha de trigo o suficiente. A teoria mais aceita é citada em Betty Crocker’s Backing Classics e The Encyclopedia of American Food and Drink é que uma dona de casa de Bangor, Maine, estava fazendo um bolo de chocolate e esqueceu de colocar fermento na mistura. Quando viu que seu bolo não cresceu de forma correta, retirou a travessa do forno e cortou em quadradinhos, serviu e chamou-os brownies.

A primeira vez que o brownie veio a público foi em 1893 durante a feira mundial Columbian Exposition, em Chicago, celebrando os 400 anos de descobrimento do Novo Mundo por Cristóvão Colombo. Um chef do hotel Palmer House, de Chicago, serviu os bolinhos, após a socialite Bertha Palmer solicitar a ele uma “sobremesa para moças” que fosse fácil de comer como um pedaço de torta só que em pedaços menores que uma fatia de bolo e que fossem colocados em caixinhas para acompanhar o almoço do prédio das mulheres na tal feira. Esses primeiros brownies foram servidos com uma calda açucarada de damasco e nozes e até hoje os brownies são feitos no hotel seguindo a receita original.

O nome brownie foi popularizado pelo autor Palmer Cox com a publicação de seu livro The Brownies, Their book, em 1887. Com o sucesso do livro, várias empresas começaram a utilizar o termo brownie em propagandas. Por exemplo, a Kodak, que laçou uma câmera com o nome de brownie e logo se tornou muito popular; empresas de doces usaram o termo brownie nos seus doces a base de chocolate e a Sears & Roebuck usou o nome num de seus cookies.

As primeiras receitas de brownie como os servidos hoje em dia apareceram nos livros Home Cookery, de 1904; Service Club Cookbook, também de 1904; no jornal The Boston Globe, em 2 de abril de 1905 e na edição de 1906 do The Boston Cooking School Cookbook, de Fanny Merritt Farmer.

Uma segunda versão da receita apareceu em 1907 no Lowney’s Cookbok de Maria Willet Howard. Essa receita adiciona um ovo extra e um tabelete a mais de chocolate à receita do Boston Cooking School, criando um brownie mais rico e com mais sabor de chocolate. Essa receita foi batizada de Bangor Brownies, em homenagem à sua criadora que morava em Bangor, no Maine.

Tipos de Brownie

O Brownie clássico consiste em poucos ingredientes: manteiga, açúcar, chocolate, ovos e farinha de trigo. São os chamados fudgy brownies, e são considerados os brownies originais. Levam o mínimo de farinha e não levam fermento. A manteiga é batida com o açúcar até formar uma pasta cremosa e clara. O chocolate amargo é adicionado e o açúcar usado pode ser branco ou mascavo e isso vai influenciar na cor final do brownie.

Os cakelike brownies são, na verdade, pequenos bolinhos. Eles têm menos manteiga e mais farinha de trigo do que os fudgy brownies assim como um pouco de fermento para deixá-los mais leves. O açúcar é adicionado à manteiga e em seguida o chocolate derretido. Algumas receitas adicionam um pouco de leite para deixá-lo mais tenro.

E finalmente os chewy brownies. Sua textura grudenta vem de dois fatores: um ovo extra (ou dois) e a combinação de diferentes tipos de chocolate. O chocolate amargo leva uma proporção maior de amido, que cria uma textura pegajosa. Chocolate meio amargo produz uma textura mais cremosa. Usando os dois juntos e mais um pouco de cacau em pó, obtém-se uma rica textura pegajosa.

Blondies são a versão com chocolate branco, açúcar, manteiga e ovos (e normalmente amêndoas), mas sem chocolate preto.

Receitas Clássicas

Bangor Brownie
(receita de 1904, publicada no Service Club Cookbook, página 62 – Chicago, IL)

½ xícara de manteiga
1 xícara de açúcar
2 barras de chocolate
2 ovos
½ xícara de farinha de trigo
½ xícara de amêndoas trituradas

Misturar o açúcar com a manteiga, adicionar o chocolate derretido misturar bem. Adicionar os ovos, misturar e por último colocar a farinha de trigo. No final, adicionar as amêndoas e colocar numa travessa retangular pra assar a 180 graus por 30 minutos.

Brownies
(Receita da Larousse do Chocolate)

125g de chocolate amargo (entre 55% e 70% de cacau)
225g de manteiga
4 ovos
125g de açúcar mascavo
125g de açúcar
50g de farinha de trigo peneirada
20g de cacau em pó, sem açúcar, peneirado
100g de noz-pecã triturada

Preaqueça o forno a 170 graus. Forre uma forma quadrada de 20x20cm com papel manteiga. Pique o chocolate e de rreta em banho maria com a manteiga. Misture delicadamente com uma espátula flexível.

À parte, bata vigorosamente os ovos com os dois tipos de açúcar até que a preparação se torne espessa e cremosa. A seguir, incorpore tudo à mistura de chocolate e manteiga. Acrescente a farinha e o cacau peneirados e também as nozes-pecã trituradas. Misture bem com a espátula.

Despeje essa preparação na forma e asse por 30 minutos ou até enfiar a ponta de uma faca no centro do brownie e ela saia limpa. Deixe esfriar sobre uma grade de metal e depois corte em quadradinhos.

brownie de nutella (com nutella caseira)

Eu sou completamente fascinada por essa receita de brownie de nutella. Primeiro porque é deliciosa, fácil de fazer e principalmente porque foi a primeira receita de brownie que eu acertei fazer na vida, há alguns bons anos. Sim, eu sou uma negação pra bolos em geral (apesar de brownie não ser um bolo de fato, no próximo post eu falo um pouco mais sobre isso) e a única receita de brownie que me for ensinada foi um verdadeiro fracasso. Agradeço à Tatu por me fazer não perder as esperanças totalmente no mundo dos doces acertando em cheio esse brownie, mesmo fazendo as minhas adaptações.


meu primeiro brownie que deu certo, lá por 2008

A primeira adaptação é a redução do açúcar pela metade. Não sou muito fã de doces muito doces e funciona bem assim. A segunda adaptação foi utilizar uma nutella (ou creme de avelãs) caseira, que é o que vos ensinarei a seguir:

200g de amêndoas
1 lata de leite condensado
250g de chocolate amargo
1/2 xícara de leite

Em fogo baixo, tostar as amêndoas numa panela anti-aderente por 10 a 15 minutos, com cuidado para não queimar. Triturar as amêndoas no processador no modo pulsar até obter a textura de uma pasta. Dependendo do processador, essa textura nunca será conseguida e o máximo que você vai obter é uma farofinha grossa. Não tem problema.

Derreter o chocolate em banho maria e colocar num bowl. Adicionar o leite condensado e misturar bem. Colocar a pasta de amêndoas na mistura e ir acrescentando um pouco de leite para deixar mais fluido, se for necessário.

Coloque a mistura de volta no processador, se desejar, pra misturar melhor os ingredientes e está pronto pra consumir ou, no caso, usar no brownie.


o sabor é incrível, mas a textura não fica igual à da nutella de verdade, porque as avelãs ficam esmigalhadinhas feito uma farofa

Se você usou potes de nutella desses de 180g, ótimo, já vai ajudar na receita do brownie:

200g de nutella caseira (um pote mais um pouquinho)
100g de manteiga em temperatura ambiente
2 colheres de sopa de chocolate em pó dois frades
1 xícara de açúcar
3 ovos
1 colher chá de essência de baunilha
1 xícara de farinha de trigo peneirada
1 xícara de avelãs ou castanhas picadas

Você pode tanto fazer na mão como na batedeira. Misture a manteiga com a nutella e adicione o açúcar. Ponha o chocolate, adicione os ovos e a baunilha e misture bem. Acrescente a farinha aos poucos e por último as avelãs ou castanha. O forno deve estar pré aquecido a 180 graus. Unte uma forma anti-aderente e asse por cerca de 45 minutos, mas faça o teste do palito aos 30 minutos: se estiver com migalhas grudadas, está pronto. Deixe esfriar e corte em quadradinhos, rende cerca de 20 unidades.

Sirva como quiser: com uma bola de sorvete de creme, com mais nutella por cima ou simplesmente com uma xícara de café :)

ceviche

O ceviche (pronuncia-se cebiche) é um prato típico do Peru, sendo muito encontrado em quase todos os países andinos. Trata-se de uma espécie de “marinada” feita com suco de limão e peixe, entre outros ingredientes, onde o limão tem a função de “cozinhar” o peixe e deixá-lo mais macio. Normalmente adiciona-se cebola roxa, milho e batata doce pra dar mais sustância ao prato e, pra finalizar, salsinha ou coentro, pra quem gosta.

Em relação ao peixe, é importante que se utilize um peixe de carne firme, de preferência branca, mas outros frutos do mar podem ser utilizados, como o camarão e o polvo. Outro aspecto que vai influenciar diretamente na textura: se o peixe é ou não fresco. A textura do peixe fresco é infinitamente melhor que a do peixe congelado, saiba que isso vai mudar totalmente o aspecto e gosto do prato.

Você vai precisar de:

500g de filé de agulhão ou pescada branca, de preferência frescos
2 cebolas roxas
sumo de 6 limões
300g de mini-milho
2 batatas-doce
1/2 maço de salsa ou coentro
3 pimentas dedo de moça
sal a gosto

Corte a cebola em fatias fininhas, como uma julienne, e coloque-as num bowl com água e açúcar para tirar um pouco da acidez. Enqaunto isso, descasque as batatas e cozinhe-as até ficarem al dente.

Corte o peixe em tranche, com uma leve angulação na faca, como se tivesse fazendo sashimis de aproximadamente 0,5cm. Se o peixe não for fresco, espere descongelar completamente antes de cortá-lo e seque bem cada pedaço com um papel toalha pra não soltar água na preparação. Se desejar, amasse-o com a faca como se tivesse fazendo um carpaccio para deixá-lo bem fininho, mas isso é opcional. Eu prefiro deixar ele mais grossinho mesmo. Arrume os pedaço de peixe numa travessa e derrame por cima o suco de limão. Reserve.

Corte as batatas em rodelinhas e os mini-milhos num tamanho de 2cm. Escorra as cebolas e adicione tudo à travessa. Revolva com as mãos, adicione o sal, a pimenta picadinha (sem sementes) e a salsa ou coentro picadinhos. Cubra com papel filme, deixe na geladeira até a hora de servir.

Esse fim de semana, viajo de férias para o Peru e espero comer os melhores ceviches in loco. Depois posto aqui minhas impressões da culinária andina. Beijos e até a volta.

chocolate quente

Eu não sou lá uma pessoa muito fã de chocolate, mas há pouco tempo descobri que na verdade o que eu não gosto é de chocolate brasileiro. Antes que vocês me chamem de esnobe, deixem eu me explicar: chocolate brasileiro normalmente é ao leite e leva MUITO açúcar. E eu não sou muito fã de doces muito doces. Talvez a única exceção eu abra pro brigadeiro, mesmo assim não é algo que eu consiga comer muito. Bom, tenho certeza que mais gente compartilha desse meu não-gosto por coisas doces demais. E, convenhamos, brasileiro é muito viciado em açúcar.

Mas voltando ao meu gosto por chocolate: depois que você come um chocolate de verdade (belga, suíço, francês) você percebe como o nosso chocolate é pobre e super doce. E quando você aprende a gostar de chocolate amargo você passa a entender que o sabor do chocolate é muito mais rico quando ele tem menos açúcar. Vou ficar devendo um longo post sobre o chocolate, mas hoje vamos ficar apenas com uma receita muito simples, ideal pra esses dias chuvosos que tão fazendo aqui em Recife.

Você vai precisar de:
500ml de leite
100ml de creme de leite
60g de chocolate amargo (usei um 78% de cacau) em raspas
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de chá de canela
1 grão de pimenta do reino

Ferva o leite diluído com o creme de leite. Adicione as raspas de chocolate, o açúcar, a canela e a pimenta e mexa bem pra dissolver tudo. Aqueça por mais 10 minutos, mexendo de vez em quando. Peneire e sirva quente.

Você pode gelar e reaquecer no dia seguinte, fica ainda mais gostoso. Se você não gosta de chocolate amargo, use um com menos cacau ou adicione mais açúcar conforme seu gosto.

cheesecake

Apesar de ser uma torta tipicamente americana, conta-se que o cheesecake nasceu na Grécia antiga, na Ilha de Delos, em 776 a.C. e se espalhou pela Europa através dos romanos. Trata-se de uma torta cujo recheio, obviamente, é queijo, mas as receitas foram variando conforme os anos e também os tipos de queijo usados, como o cottage, o ricota e o francês neufchâtel. O que se conta é que em 1872, um leiteiro americano acabou inventando sem querer o cream cheese tentando recriar o queijo neufchâtel e uso do cream cheese acabou se popularizando nas receitas de cheesecake nos Estados Unidos.

As receitas são muitas, inclusive há algumas que levam até uma espécie de pão-de-ló como massa. As mais populares são com massa crocante, recheio firme porém macio e calda de frutas vermelhas.

Para a massa
130g de biscoito maizena (ou 1 pacotinho daqueles 3 que vem no pacotão)
20g de amêndoas levemente torradas
60g de manteiga derretida sem sal

Para o recheio
1 pacote de cream cheese
50g de açúcar
1 colher de sopa rasa de amido de milho
2 ovos
1 colher de sopa de sumo de limão siciliano
100g de creme de leite fresco
1 colher (chá) de essência de baunilha

Para a calda
150g de açúcar
200g de morangos
200g de amoras
200g de framboesas (se forem em calda, utilize a calda no lugar da água)
50ml de vinho do porto

ou

geléia pronta do sabor que preferir
um pouco de água para diluir

Modo de preparo da massa:
Triture o biscoito com as amêndoas e junte a farofinha com a manteiga até formar uma massa. Refrigere por cerca de meia hora. Cubra o fundo de uma assadeira com fundo falso, faça leves furinhos com um garfo e leve ao forno a 170º pré-aquecido por mais ou menos 10 minutos.

Modo de preparo do recheio:
Separe as gemas das claras. Bata as gemas com o açúcar e o amido até formar um creme claro. Adicione os demais ingredientes, exceto as claras. Essas serão batidas em ponto de castelo e incorporadas delicadamente e aos poucos aos ingredientes batidos. Coloque o recheio na assadeira e volte ao forno a 230º (pré-aquecido) até dourar levemente. Abaixe o fogo para 150º e asse durante 50 minutos ou até a massa estar totalmente cozida (faça o teste do palito no centro da massa, se ele sair limpo, a massa está pronta).

Modo de preparo da calda:
Corte os morangos grosseiramente. Coloque o açúcar em uma panela com um pouco de água (ou, se você usar frutas em calda, use a calda) e dissolva bem. Mexa de vez em quando até engrossar. Adicione as frutas, o vinho do porto e deixe a calda reduzir. Processe no modo pulsar e espere esfriar um pouco. Se for usar geléia pronta, basta diluir com um pouco de água e deixar reduzir.

Depois da torta assada, espere esfriar, desenforme com cuidado e cubra com a calda/geléia. Leve à geladeira e sirva gelada.

strudel de maçã

Apfelstrudel, ou o já conhecido strudel de maçã, é uma sobremesa de origem alemã feita com massa folhada ou com massa philo, aquela massa fininha que parece uma folha de papel transparente. Como massa philo é muito difícil de fazer e normalmente as pessoas usam industrializada, faremos aqui com massa folhada caseira.

Você vai precisar de:

Para a massa folhada
500g de farinha de trigo
1 xícara de água
1 colher de sopa rasa de sal
350g de maragarina (própria para massa folhada, com alto teor de lipídeos) gelada

Para o recheio
6 maçãs verdes
sumo de 1 limão
1 1/2 xícara de passas
1 xícara de amêndoas fatiadas
açúcar e canela a gosto para polvilhar

Primeiro, vamos ao preparo da massa. Lembrando que fazer massa folhada na mão dá trabalho mas compensa. É muito melhor do que comprar congelada. Vamos lá, botem o muque pra funcionar: misture a farinha com o sal, vá colocando a água aos poucos e misture bem. Dependendo da sua farinha de trigo, talvez não seja necessário colocar tanta água, ou talvez seja necessário colocar um pouco mais.

A mistura é grudenta no começo, mas é só quando o glúten tá se formando. Depois ela vai se tornando maleável e mais sequinha. Se você tiver uma batedeira possante em casa, pode fazer esse primeiro processo nela, mas dá pra fazer tranquilamente na mão.

Depois de bem sovada, leve a massa para uma superfíce enfarinhada, de preferência de granito pra trabalhá-la sem grudar. Estique a massa com um rolo e forme um retângulo com cerca de 60x20cm, aproximadamente. Faça um pequeno risco na massa, dividindo-a em 3 partes iguais. Nas duas partes da ponta, adicione a margarina cortada em fatias fininhas e preencha todo o espaço. Você terá 2/3 da massa preenchidos com margarina e a parte central vazia. Dobre uma dessa pontas em direção ao meio vazio e depois faça o mesmo com a ponta que sobrou, como se tivesse dobrando um lençol. Abra novamente a massa no mesmo tamanho de antes e repita o mesmo processo de dividir a massa em 3, dobrar e abrir como foi feito anteriormente mais 5 ou 7 vezes. Dessa forma, você não percebe, mas está formando as “folhas” da massa e a gordura vai penetrando uniformemente entre elas. Feito esse procedimento de 5 a 7 vezes, cubra a massa com filme plástico e coloque na geladeira por meia hora.

Enquanto isso, rale as maçãs com casca no ralo grosso do ralador e ponha sumo de 1 limão para não oxidar. Faça uma mistura de açúcar cristal com canela e reserve. Escorra a água da maçã, seque bem com papel absorvente ou um pano limpo e misture com as passas e o açúcar com canela. Mexa tudo pra incorporar bem.

Agora coloque a massa folhada sob a bancada, corte as pontas irregulares formando um retângulo certinho e recheie com a mistura de maçãs e passas, polvilhe as amêndoas por cima e enrole como um rocambole, lembrando de fechar as pontas com um pouco de água pro recheio não vazar. Coloque o rolinho no freezer, espere cerca de 20 minutos e enquanto isso deixe o forno pré-aquecendo em 180º. Na hora de levar ao forno, pincele com gema de ovo, faça pequenos cortes em xis em toda a massa e deixe assar até dourar.


asse o strudel de preferência numa travessa retangular, essa curvinha não é obrigatória nem necessária :)

Na hora de servir, polvilhe mais açúcar e canela por cima e corte em rodelinhas.

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